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Live de vendas no Instagram funciona pra loja de roupas?

Euller

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Estratégia, anúncios e edição

Funciona, mas não pelo motivo que a maioria das lojas espera. Live quase não traz gente nova. O alcance dela é praticamente todo de quem já te segue, porque o que enche a sala é a notificação que o Instagram dispara quando você entra ao vivo. Isso faz da live uma ferramenta de conversão da sua base, não de aquisição. Loja com oitocentos seguidores que entra ao vivo esperando explodir vai sair de lá com oito pessoas assistindo e a sensação de que live não serve pra ela. Serve, só não era aquele o trabalho.

O erro que mais mata live de loja de roupas não está na transmissão, está no que acontece depois. A cliente comenta "quero a 3 no M", você responde "já separei", e aí a live acaba com quarenta pedidos anotados no comentário. Pedido em comentário não é venda. Se você só vai cobrar todo mundo no dia seguinte, perde metade, porque a empolgação de quem compra ao vivo dura poucas horas. O jeito que funciona é alguém mandando o Pix no direct enquanto você ainda está no ar, peça por peça, e não você sozinha tentando vender e cobrar ao mesmo tempo. Se a loja é você e mais ninguém, faça live menor com menos peças e cobre durante os intervalos.

A segunda coisa que derruba audiência é tempo morto. Dois minutos procurando o M daquela peça no arara e metade da sala sai. Antes de entrar ao vivo, separe as peças na ordem em que vão aparecer, com a grade conferida e o preço decorado. Não precisa de roteiro, precisa de fila. E tenha uma pessoa só lendo comentário e te passando as perguntas, porque ler comentário e mostrar peça ao mesmo tempo faz você fazer as duas coisas mal.

Imagem é onde live de moda ganha ou perde. Celular na mão tremendo, luz do teto deixando a peça amarelada e fundo com a loja inteira atrás é o combo que faz a cliente desconfiar da cor e devolver depois. Celular no tripé na altura do peito, uma fonte de luz só e você experimentando a peça no corpo resolve quase tudo. E vale muito mais uma live de trinta minutos em dia e horário fixo toda semana do que três lives improvisadas por mês, porque o hábito é o que faz a audiência aparecer sem precisar de notificação.

Vale ainda tratar a gravação como matéria-prima. A live que terminou tem trinta clipes bons dentro dela, de peça caindo no corpo a você explicando tecido, e isso virando reel na semana seguinte é o que traz gente de fora pra assistir a próxima. É esse pedaço que a gente resolve aqui na Nex Studio, montando o conteúdo da semana a partir do material que a loja já gerou ao vivo em vez de pedir pra você gravar tudo de novo.

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