Estratégia

Só aceitar Pix está custando venda na sua loja?

Euller

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Estratégia, anúncios e edição

A dona de loja que só manda a chave Pix no direct acha que está economizando taxa. Na prática ela está escolhendo vender apenas o que a cliente consegue pagar à vista naquele dia. Até uns cento e cinquenta reais isso quase não aparece. Acima disso começa a aparecer naquela frase que toda loja recebe e lê errado: "vou deixar pra semana que vem". Boa parte dessas clientes não desistiu da peça, ela só não tinha saldo antes do dia cinco. É falta de forma de pagamento disfarçada de falta de interesse.

A conta da taxa costuma ser feita do jeito errado. Nos links de pagamento mais usados hoje, crédito à vista fica na casa dos 4% e o parcelamento longo em doze vezes chega perto de 17%, dependendo de você querer o dinheiro na hora ou esperar. Olhando solto, 17% parece absurdo. Só que o comparativo real não é taxa contra custo zero, é taxa contra venda que não entrou. Um vestido de duzentos e cinquenta em três vezes volta pra você com algo em torno de duzentos e trinta líquidos. A mesma peça esperando o Pix da cliente volta com zero, e às vezes volta como peça encalhada dois meses depois. O meio que funciona na maioria das lojas é oferecer parcelamento curto, até três ou quatro vezes, absorvendo a taxa sem repassar nada, e deixar os juros no cartão da cliente quando ela pedir dez ou doze vezes. O próprio link já tem essa opção de escolher quem paga os juros, e quase ninguém configura.

Agora a outra metade, que é onde loja pequena toma prejuízo de verdade: Pix também tem custo, só que ele vem em forma de golpe. O comprovante falso é a fraude mais comum contra quem vende por direct e WhatsApp, e a versão mais cruel não é a imagem editada, é o Pix agendado. Nessa o comprovante é legítimo, saiu do banco de verdade, e o golpista cancela o agendamento depois de sair da loja com a sacola. A regra é uma só e não tem exceção: peça sai depois do dinheiro aparecer no extrato do seu aplicativo, nunca contra print recebido na conversa. Isso não é desconfiar da cliente e não precisa soar como acusação. Dá pra dizer que você confirma todo pagamento no app antes de separar a peça, e quem está comprando de verdade acha isso normal.

Vale olhar também onde o pagamento entra na conversa. Mandar link de pagamento cedo demais, antes de ter peça escolhida e tamanho confirmado, derruba a venda do mesmo jeito que mandar "chama no zap" na primeira mensagem. O link é o último passo, não o segundo. E ele precisa chegar com valor fechado, nome da peça e frete já somado, porque link com valor em aberto obriga a cliente a conferir conta antes de pagar e conferir conta é exatamente o momento em que ela lembra que ia pensar melhor. Uma loja que fecha dez vendas por semana no direct resolve isso com três ou quatro links gerados por dia, não precisa de sistema nenhum.

A partir do momento em que o ticket médio da loja passa de uns trezentos reais, essa combinação de link solto no direct começa a dar trabalho e aí a página de produto no site passa a valer o investimento, com o preço, as fotos, as formas de pagamento e o checkout no mesmo lugar. É o tipo de coisa que a gente monta aqui na Nex Studio junto com a gravação das peças, porque a foto limpa que vai pro post é a mesma que sustenta a página onde a cliente termina de pagar.

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