Estratégia

De quem é o seu site quando você troca de agência

Euller

Euller

Estratégia, anúncios e edição

A conversa sempre acontece no mesmo momento. A loja decide trocar de agência, pede os acessos e descobre que não tem nada no nome dela: o site está num construtor dentro da conta de quem produziu, o domínio foi registrado no CPF do dono da agência e o perfil do Google foi criado com um email corporativo que ninguém de dentro da loja usa. Na maioria dos casos isso não é má fé, é só o caminho mais rápido de colocar um site no ar. Mas é na saída que a conta aparece, e aí já não tem muito o que negociar.

Comece pelo domínio, porque é o mais simples e o mais ignorado. Um .com.br sai por volta de quarenta reais por ano no registro.br e fica registrado no nome de alguém, com CPF ou CNPJ. Se esse alguém não é você, o endereço da sua loja na internet pertence a terceiro, e mudar titularidade depois exige a concordância de quem está lá hoje. Antes de contratar qualquer site, registre o domínio você mesma, com o seu documento, no seu email. Leva dez minutos, custa menos que um cabide bom, e é o único item dessa lista que não dá pra refazer. Depois disso, passar o site de um lugar pra outro é trabalho de uma tarde, porque o que carrega o endereço é o domínio, não a hospedagem.

O que dói mais que perder o site é perder o que foi acumulando ao longo dos anos. O Perfil da Empresa no Google é o exemplo clássico: se ele foi criado pela agência, você provavelmente está como gerente e não como proprietária, e quem é só gerente não transfere nada. Existe o pedido de acesso, com uma janela de alguns dias pro proprietário atual responder, mas enquanto isso o perfil que concentra suas avaliações e o endereço que aparece no mapa está fora do seu alcance. O mesmo vale do lado do tráfego. Se a conta de anúncio e o pixel moram no Business Manager da agência, o histórico que fez seus anúncios ficarem mais baratos fica lá, e os públicos montados a partir de quem visitou seu site não vão com você. Você não leva o aprendizado, você recomeça do zero com outro fornecedor cobrando pra reconstruir o que já existia.

O arranjo certo é chato de explicar e fácil de executar. Quatro coisas precisam nascer no seu email e no seu documento: o domínio, a hospedagem ou a conta do construtor, o Perfil da Empresa no Google e o Business Manager da Meta com a conta de anúncio e o pixel dentro. A agência entra em todas elas como usuário convidado, com a permissão que precisa pra trabalhar, e sai sem levar nada quando a parceria terminar. Pergunte isso na reunião de orçamento, não depois. A resposta já diz muito: fornecedor que acha a pergunta razoável costuma ser o mesmo que entrega o site funcionando, e quem trava ou enrola está te dizendo que o modelo de negócio depende de você não poder sair.

Aqui na Nex Studio a gente monta site, Instagram e tráfego nesse formato por um motivo prático, não por generosidade: quando o domínio e as contas são da loja, o nosso trabalho precisa se sustentar pelo resultado que dá, e não pela dificuldade de trocar de fornecedor. Se você já tem site e nunca checou em nome de quem está o domínio, vale consultar agora no registro.br, antes de ser a pergunta urgente de uma segunda-feira.

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